Ah! que estão todos a mui servidos,
Desd’o teso tempo e em flagrado ardor,
De dores sem sonos adormidos,
Pelejando o afastar daquele amor.
Mas que o amor é este quedo aguinido,
Que de tantas fez em uma só cor,
A rubra sangria em rosa aluzido,
Meu olhar ao acaso, nascente alvor.
Olho-te ao sonoite em lânguido aflito,
Qual farol que assiste ao conflito
D’uma nau que ascende além dos idos.
Ah! que’ste meu olhar derriça afora,
Tal qual navio ao longe se arvora,
Ao que só penso no amor d'outrora.
Bruno Teodoro
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